Foto: Correio da Tarde
"O PSB já tem uma candidatura (ao governo) lançada. Então, embora sejamos aliados do Governo Federal, e tenhamos uma boa convivência, não temos o que conversar, pois eles têm uma candidatura e nós também", justificou o pedetista, sem esperanças de chegar a um entendimento com os socialistas.
Carlos Eduardo lembrou que a orientação do diretório nacional é para que o partido se coligue às legendas que fazem parte da base do presidente Lula (PT), nas eleições deste ano. Por isso, o ex-prefeito já descartou qualquer conversa com os Democratas e o PSDB, que fazem oposição a Lula, em nível nacional.
O ex-prefeito destacou que já abriu diálogo com PT, PSDB, PHS, PRB e PCdoB, no intuito de conseguir a adesão das legendas ao seu projeto político. Ele não cogitou a possibilidade de desistir de ser candidato ao governo para ser o vice da chapa de Iberê. "O cargo de vice é honroso. Qualquer brasileiro se orgulharia em ser.
Mas, absolutamente, não está em cogitação", descartou.
A principal decepção de Carlos Eduardo nessa fase de articulações é a posição das lideranças do PT, que já manifestaram apoio à adesão do partido à candidatura de Iberê. O ex-prefeito se considera o principal responsável pela união de legendas em torno da candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) à prefeitura de Natal, em 2008. Ele esperava retribuição do apoio que deu.
Carlos mostrou-se magoado com a postura dos petistas, principalmente do presidente estadual da legenda, Geraldo Pinto, que sugeriu a adesão do PDT à candidatura do vice-governador e ainda manifestou desejo de tê-lo no mesmo palanque da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV). O ex-prefeito repudiou as declarações de Geraldo.
"Lamento que o presidente do PT esteja nessa posição política. Espero que ele ouça o partido. Os eleitores do PT no Rio Grande do Norte, principalmente em Natal, que se encontram comigo não concordam com isso. O eleitor do PT tem me dito que não aceita essa posição", declarou o brizolista, que ainda criticou a defesa feita por Geraldão à participação do PV na chapa governista.
"Estranho muito que Geraldão, que viu as pessoas (Micarla de Sousa e lideranças do PV) levarem o PT e o presidente Lula ao ridículo, defenda essa posição. Essas coisas a gente não deve esquecer. Estamos sendo coerentes", destacou, enfatizando também que não aceita aliança com a prefeita de Natal.
"Não existe nenhuma possibilidade de eu subir em qualquer em que esteja o PV. Essa administração (da prefeita Micarla de Sousa) está com um ano e não fez nenhuma inovação. (A prefeita) quando assumiu, quis desmoralizar minha administração. Foram feitas várias iniciativas, mas bateu e voltou", atacou Carlos, descartando qualquer possibilidade de aliança com os verdes.
Fonte: www.correiodatarde.com.br
Por: Francisco José Sales

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